Sem lugar para as aulas, o início do ano letivo no câmpus Leste da Universidade de São Paulo (USP) deve atrasar pelo menos três semanas. Em reunião na tarde de ontem, 10, a diretoria e os coordenadores dos cursos da unidade decidiram que o retorno das classes precisa ser adiado até, no mínimo, o dia 10 de março. A USP começa suas atividades acadêmicas na próxima segunda-feira, 17.
O câmpus Leste está interditado há 34 dias, em respeito à determinação da Justiça em ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), por causa da contaminação por gás metano no terreno. A procuradoria jurídica da USP trabalha para desinterditar o câmpus, mas ainda não há autorização.
Na semana passada, a Congregação da USP Leste, órgão máximo da unidade, já havia decidido que só retomaria as atividades acadêmicas caso fossem resolvidos os problemas ambientais. Se for mantida a interdição, a reitoria estuda levar as aulas para faculdades de tecnologia (Fatecs) da zona leste.
A data de 10 de março não é definitiva e depende das próximas determinações judiciais. O entendimento é que dificilmente haveria tempo de preparar o câmpus para o ano letivo, mesmo que ele seja reaberto nesta semana. A matrícula dos calouros da unidade será amanhã, 12, e depois de amanhã, 13, na Faculdade de Saúde Pública da USP.
Impasse
A última análise da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de janeiro, apontou que o terreno contaminado não apresentava riscos à saúde. O MPE e a Justiça, porém, não concordaram em liberar o câmpus.
Já a análise da Servmar, empresa contratada pela USP para avaliar o terreno, detectou óleos minerais e outras substâncias tóxicas, além do metano, na terra de origem clandestina depositada no câmpus em 2011.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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