(Reprodução SES / MG)
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou, na noite desta terça-feira (4), que há 31 casos suspeitos de febre maculosa na capital sob investigação. São pacientes que apresentaram febres, condições ambientais e outros sintomas cuja a doença é uma das hipóteses de diagnóstico, esclarece a pasta.
Como fator determinante para a cura da doença, o tratamento é iniciado sempre que há suspeita, de acordo com a secretaria. O combate à febre maculosa envolve uso de antibióticos, coleta de sangue para exame e notificação do caso para investigação.
A secretaria informou, ainda, que acompanha e monitora os casos e, sempre que necessário, emite alerta para os profissionais, de forma a aumentar a sensibilização para a doença. “Devido a este trabalho, menos de 5% dos casos notificados são confirmados”, afirmou a secretaria por nota.
Se há casos reais da doença contraídos na cidade, somente exames laboratoriais poderão confirmar. De acordo com a secretaria, nos últimos 12 anos, houve 494 notificações de febre maculosa em residentes de Belo Horizonte. Mas, entre eles, somente 20 casos foram confirmados, o que representa 4,25% das suspeitas. Ou seja, não há motivos para pânico entre a população da cidade.
Contagem
Neste momento, há 21 casos sob investigação de febre maculosa em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, duas mortes pela enfermidade foram confirmadas e outras duas são investigadas no município.
Levantamento da Secretaria de Saúde e da Defesa Civil de Contagem aponta que, no total, 128 pessoas participaram de um mutirão de capina no bairro Vila Boa Vista, na região, e podem ter sido picadas e infectadas pelo carrapato-estrela, transmissor da doença. Ele fica hospedado em animais de grande porte, como cavalos e capivaras. Outras pessoas que entraram na mata e ainda não apresentaram os sintomas da febre maculosa estão sendo acompanhadas.
A área onde ocorreu o surto de febre maculosa é ocupada por apenas uma família. São 35 casas e aproximadamente 150 moradores. Dos doentes, três em estado mais grave foram internados nos hospitais das Clínicas e Odilon Behrens, ambos na capital. Os demais receberam atendimento médico e foram liberados.
A febre maculosa mata quatro a cada dez infectados. A enfermidade é mais comum entre junho e novembro, conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Nesses meses, a população de carrapatos-estrela, transmissores da bactéria, aumenta devido ao ciclo de vida da espécie. A doença provoca febre alta, manchas na pele e dores no corpo.
Veja mais informações sobre a doença:Editoria de Arte / N/A
* Com Renata Evangelista