'Parabéns pelo inquérito'

Bolsonaro elogia Alexandre de Moraes e Lula nas redes sociais: 1º de abril

Ex-presidente postou brincadeira no 'Dia da Mentira'

Bernardo Haddad
@_bezao
01/04/2025 às 16:37.
Atualizado em 01/04/2025 às 16:39
Prisão do ex-presidente não foi solicitada pela procuradoria (Reprodução/ Redes Sociais)

Prisão do ex-presidente não foi solicitada pela procuradoria (Reprodução/ Redes Sociais)

Uma semana após se tornar réu por tentativa de golpe em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais nesta terça-feira (1) para ironizar e “parabenizar” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O post fez referência ao 1° de Abril, Dia da Mentira. 

“Hoje é 1º de abril. Parabéns a Alexandre de Moraes e a seus aliados: pelo inquérito do “golpe”, pela história das vacinas, pela narrativa das joias, pela baleia, pela “defesa da democracia” com censura, atropelos processuais, autoritarismo, prisões políticas, etc, etc, etc”, escreveu o político. 

Depois, Bolsonaro completou “parabenizando” o atual presidente da república. “E parabéns também ao Lula, pela picanha que nunca chegou e ainda ficou mais inacessível”. 

“O dia de hoje é todo de vocês. Aproveitem! Um forte abraço!”, completou o ex-presidente. 

Bolsonaro e mais sete se tornam réus por tentativa de golpe

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na última quarta-feira (26) tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. 

“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.

Seguiram o relator os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo onde tramita o caso sobre o golpe.

Os ministros também decidiram, por unanimidade, tornar mais sete aliados de Bolsonaro réus na mesma ação penal. Eles responderão pelos mesmos crimes imputados ao ex-presidente.

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