Inflação oficial chega a 8,47% em 12 meses, maior taxa desde 2003

Hoje em Dia
10/06/2015 às 11:02.
Atualizado em 17/11/2021 às 00:25

A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi 0,74% em maio deste ano, taxa superior a observada em abril (0,71%) e em maio do ano passado (0,46%). O dado foi divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação acumulada em 12 meses ficou em 8,47%, a maior desde dezembro de 2003, quando registrou 9,3%.

No ano, o IPCA acumula taxa de 5,34%, o maior percentual desde maio de 2003 (6,8%). A inflação acumulada em 12 meses ficou em 8,47%, acima do teto da meta do governo, que é 6,5%. O IPCA é considerado a inflação oficial e mede a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, em dez regiões metropolitanas e três capitais brasileiras.

Três dos nove grupos do IPCA aceleraram em maio

A aceleração do IPCA em maio foi acompanhada por três dos nove grupos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Preços de Alimentação e Bebidas, Habitação e Despesas Pessoais (em função das apostas em loteria) ganharam força na passagem do mês.

Em Despesas Pessoais, o índice passou de alta de 0,51% em abril para elevação de 0,74% em maio. A principal pressão veio dos reajustes ocorridos, a partir de 18 de maio, nos valores das apostas nos jogos. A alta média foi de 12,76%, segundo o IBGE.

Com pressão de alimentos como tomate, cebola e cenoura, o grupo Alimentação e Bebidas acelerou de 0,97% em abril para 1,37% em maio. Já o grupo Habitação (0,93% para 1,22%) ganhou força devido principalmente à energia elétrica.

A despeito do reajuste de medicamentos, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 1,32% para 1,10% na virada do mês. Também perderam força os Artigos de Residência (0,66% para 0,36%), já que os eletrodomésticos (-0,17%) ficaram mais baratos no mês.

Outros grupos que desaceleraram foram Vestuário (0,91% para 0,61%), apesar das roupas infantis estarem 0,97% mais caras; Transportes (0,11% para -0,29%); Educação (0,21% para 0,06%) e Comunicação (0,31% para 0,17%).

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