A decisão do governo de abrir R$ 42,5 bilhões em créditos extraordinários no Orçamento de 2012 por meio de medida provisória foi a "melhor forma de garantir que o ritmo dos investimentos públicos continuasse em 2013". A opinião é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
O Orçamento do ano que vem não foi votado pelo Congresso Nacional. "Seria muito ruim para o Brasil perder alguns meses de investimentos, perder um dia já seria muito ruim", disse Augustin nesta sexta-feira a jornalistas, durante entrevista para comentar resultados do governo central em novembro. "Então este foi o caminho para permitir que essas despesas continuem num ritmo importante para o Brasil."
Publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, a medida provisória permite ao governo empenhar até R$ 42,5 bilhões no Orçamento de 2012. Segundo afirmou na quinta-feira (27) a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o governo federal fechou um acordo com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2013, para aprovar o texto na primeira semana de fevereiro.
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