(WARNER/DIVULGAÇÃO)
Protagonistas sedutores, cínicos e que usam a inteligência para se apropriar do bem alheio, sempre rodeados por mulheres belíssimas, e planos tão intrincados que chegam a dar um nó na cabeça do espectador. Se tudo vier acompanhado por um cenário exuberante, melhor.
Essa é a receita para um subgênero entre os filmes de ação que volta e meia ganha uma nova investida nos cinemas: histórias sobre grandes golpes. Uma das estreias da semana, “Golpe Duplo” segue o filão, trazendo no elenco Will Smith e o brasileiro Rodrigo Santoro.
Como nos longas “11 Homens e um Segredo”, “Uma Saída de Mestre” e “Atração Perigosa”, alguns dos melhores trabalhos envolvendo quadrilhas e planos perfeitos, a narrativa é reveladora sobre a sociedade americana, machista e competitiva.
O roubo nunca é colocado em questão. É visto como uma arte, da supremacia da inteligência. O que instiga esses ladrões charmosos é o desafio seguinte, a ideia de se pôr em risco e sair vitorioso quando ele dá certo, clímax repassado à plateia em tramas rocambolescas.
A mulher é a parte menos nobre: funciona como isca, valendo-se do belo corpo e do sexo para enganar os homens. Expediente que logo fica em segundo plano no momento em que o alvo se mostra mais esperto. Nesse sentido, “Golpe Duplo” tem pouco a acrescentar.
O filme parece acabar antes mesmo de Santoro entrar em cena, quando Smith, o larápio-mor, engana um ricaço chinês com uma boa dose de humor e perspicácia. Depois a trama vai para a Argentina, enveredando pelos bastidores do automobilismo.
Assista o trailer: