(Bruno Cantini/Atlético)
Depois de se debruçar num "fato novo" na briga judicial que trava com o Grêmio por conta da contratação do goleiro Victor em 2012, o Atlético buscou conversar com o time gaúcho fora da visão da Justiça para tentar um acordo. Entretanto, as conversas não foram de achar um denominador comum.
O Grêmio ingressou uma ação no Tribunal de Porto Alegre acusando o Atlético de não pagar uma parte da transação que levou Victor a BH. A dívida, com a correção monetária e multa, estaria já na casa dos R$ 12 milhões. Recentemente, apareceu o time paulista Monte Alegre alegando ser dono de 50% de Victor. Este argumento caiu como uma bomba no Galo, que vislumbrava acusar o Tricolor de cobrar algo que não lhe pertenceria.
Entretanto, em primeira instância, a Justiça de Porto Alegre indeferiu as alegações do Monte Azul ao mesmo tempo em que congelava uma das parcelas que o São Paulo pagaria ao Atlético pela compra de Lucas Pratto (R$ 10,5 milhões). O Galo vislumbrava levar a briga para outras camadas, superiores, além de acionar o Grêmio alegando ter direito a ressarcimento na questão dos empréstimos do zagueiro Werley.
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Porém, recentemente, as duas diretorias se encontraram, na figura dos presidentes Daniel Nepomuceno (Atlético) e Romildo Bolzan (Grêmio). A reportagem do Hoje em Dia tentou contato com os mandatários, sem sucesso. O advogado do Grêmio, Nestor Hein, entretanto, disse que não recebeu nenhuma autorização da diretoria gremista para selar um acordo e retirar a ação.
"Sei que o presidente do Atlético deve ter conversado com o presidente do Grêmio, deve ter sido proposta tão indecente que o presidente do Grêmio não me repassou determinação de realizar qualquer acordo", disse Hein, ao HD.