(Ricardo Bastos)
Ele é o artilheiro do Atlético na temporada, com 18 gols. Mas já faz tempo que o atacante Jô balançou a rede pela última vez. Foi na goleada sobre a Ponte Preta, por 4 a 0, em 3 de outubro. Por isso, acabar com o jejum virou questão de honra para o goleador do Galo.
O objetivo está traçado para o duelo de sábado, contra o lanterna Náutico, às 21h, no Independência, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na sétima posição, com 45 pontos, o Atlético não tem mais pretensões no Nacional e encara o restante da competição como preparativo para o Mundial de Clubes, em dezembro, no Marrocos.
Do outro lado, os comandados do técnico Cuca encontrarão um adversário desmotivado. Praticamente rebaixado, o Náutico já “entregou os pontos” no Brasileirão. Nada melhor, portanto, para Jô “calibrar” o pé, diante dos pernambucanos, visando o torneio mais importante da centenária história do Galo.
Afinal, ser decisivo virou uma marca do artilheiro. Bem ao estilo mineiro, o camisa 9, de 26 anos, que chegou à Cidade do Galo sob a desconfiança dos torcedores, pela vida que levava fora das quatro linhas, tornou-se umas das principais peças do esquema do técnico Cuca. Foi dele o primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia, na decisão da Libertadores. O que Jô espera agora é que a história se repita no Mundial.
A boa performance rendeu ao artilheiro uma vaga na Seleção Brasileira. E o ano não poderia ter sido melhor. No Galo, Jô levantou os troféus de campeão mineiro e da Libertadores. E com o time canarinho, conquistou a Copa das Confederações, praticamente carimbando a vaga para a Copa do Mundo de 2014.