(Bruno Cantini)
Diego Tardelli podia ter se tornado um “menino da Villa”. Mas, por conta de um leite achocolatado, o atacante foi dispensado das categorias de base do Santos. Entretanto, ele continua sendo uma dor de cabeça para o Peixe. No Atlético, virou pesadelo do time paulista. Nesta quinta-feira (25), no Independência, às 20h30, o camisa 9 terá nova chance de manter a sina vingativa de gols.
Pelo Galo, Tardelli enfrentou o Santos sete vezes e anotou, em média, um gol por jogo. O bom retrospecto coloca o atacante em primeiro lugar entre os artilheiros atleticanos do confronto.
Autor de um dos gols na vitória sobre o Cruzeiro – outra vítima de Tardelli – o atacante pretende manter o histórico positivo. “Também levo essa sorte (contra o Santos) e espero que ela esteja do meu lado nesse jogo. Tenho que aproveitar o meu momento, e será mais uma oportunidade para isso”, declarou.
A melhor lembrança é o jogo de ida pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2010. No Mineirão lotado, ele marcou três gols sobre o Peixe. Mas, naquele encontro, o outro protagonista da partida desta quinta também estava presente: Robinho, que descontou para o Santos e ajudou a equipe do litoral a eliminar o Galo da competição.
Antigos conhecidos
O “Rei das pedaladas” foi companheiro do atleticano na Vila Belmiro – Robinho é um ano mais velho, mas os dois chegaram a treinar juntos no júnior.
Mas próximo mesmo do atleticano era o xará Diego, que também se envolveu na “invasão” à cozinha do CT Rei Pelé para roubar caixinhas de leite achocolatado no episódio que culminou na dispensa de Tardelli. O meia, no entanto, seguiu no clube santista para se tornar bicampeão brasileiro.
Nesta quinta, Robinho e Tardelli são peças de confiança do técnico Dunga e concorrem por um lugar no ataque da Seleção.
Mudança na lateral
Por conta de dores musculares, Emerson Conceição está vetado e será substituído pelo jovem Douglas Santos.
Levir já fala em aposentadoria
O técnico Levir Culpi voltou ao futebol brasileiro pelo Atlético, mas, conforme as palavras do treinador, esta volta tem prazo curto. Com contrato até dezembro deste ano, o comandante revelou que não pretende seguir à frente do clube mineiro no ano que vem.
Seria a hora de pensar em aposentadoria? Para o treinador, a hipótese de encerrar a carreira se deve à falta de organização do futebol brasileiro. “Na minha cabeça, está muito difícil continuar. Eu acho que já está dando para mim. Já cheguei aos 60 anos e está legal”, afirmou o treinador, em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre.
O técnico revelou que esse pensamento está “consolidado” e garantiu que voltar ao exterior não é um caminho a ser cogitado.