(Bruno Cantini/Atlético)
O técnico Jorge Jesus, no Flamengo, pode ser considerado uma exceção no futebol brasileiro. O treinador português, além de contar com jogadores consagrados no time rubro-negro, tem o perfil de não mudar muito a formação inicial de uma partida para outra. Não poupa, não costuma alterar a equipe e, também por isso, colhe os frutos da liderança do Campeonato Brasileiro e celebra a chegada na decisão da Libertadores depois de 38 anos.
Ao contrário do Flamengo, o Atlético sofre quando o assunto é repetir o time no Campeonato Brasileiro. Com Rodrigo Santana e, agora, com Vagner Mancini, o Galo sempre mudou a formação de um jogo para o outro nas 28 rodadas do certame nacional. Seja por lesão, suspensão, foco em competições de formato mata-mata ou opção técnica, o Galo não conseguiu repetir os 11 iniciais nas partidas. Bruno Cantini/Atlético
Foco no mata-mata
Em cinco jogos, o técnico Rodrigo Santana poupou a maioria dos titulares no Brasileirão para focar em competições de mata-mata, principalmente na Copa Sul-Americana – o Galo foi eliminado na semifinal para o Colón, da Argentina, quando o torneio nacional estava na 20ª rodada.
Lesões
As contusões também atrapalharam na repetição das formações. Victor, Jair e Chará são alguns atletas que estão no departamento médico neste momento, por exemplo.
Opção técnica
Diante de um cenário ruim de resultados, que inclui seis derrotas consecutivas entre a 15ª e 21ª rodadas, alguns jogadores foram sacados do time titular. Na lateral-direita, por exemplo, houve um revezamento entre Guga e Patric. Di Santo, Ricardo Oliveira, Alerrandro e Papagaio se alternaram no comando de ataque. Situação parecida aconteceu na função de primeiro volante. Zé Welison, Jair, Adilson, Ramón Martinez , Nathan e Réver atuaram no setor.
Jogadores que antes tinham poucas oportunidades, como Nathan, Luan e Otero, são titulares atualmente. Tem também atletas que estavam sempre na formação inicial, como Vinicius e Cazares, e hoje ficam no banco de reservas em muitas partidas.
Suspensão
A suspensão de jogadores por acúmulo de cartões ou por expulsões também atrapalhou o Atlético na repetição do time de um jogo para o outro. Na última rodada, por exemplo, na derrota para o São Paulo por 2 a 0, no Morumbi, o titular Elias foi desfalque porque estava suspenso.
Mais mudanças
Contra a Chapecoense, nesta quarta-feira, às 19h30, no Independência, a tendência é que Vagner Mancini mude novamente a equipe. Elias, que cumpriu suspensão contra o São Paulo, deverá ser titular novamente. Outras alterações podem acontecer, como o retorno de Réver para a zaga no lugar de Leonardo Silva, e Cazares no meio-campo na vaga de Vinicius.
Se as mudanças se confirmarem, o Galo irá para a 29ª rodada sem repetir a formação titular de um jogo para o outro.