Busca pelo tri da Libertadores colabora para liderança da Raposa em ranking

Alberto Ribeiro - Hoje em Dia
23/12/2015 às 08:44.
Atualizado em 17/11/2021 às 03:26
 (Carlos Roberto/Arquivo HD)

(Carlos Roberto/Arquivo HD)

A condição de melhor brasileiro no ranking da Copa Libertadores, divulgado na última segunda-feira pela Conmebol, é fruto de uma verdadeira obsessão que o Cruzeiro carrega: se tornar o primeiro clube brasileiro tricampeão da América com uma conquista em cada era da competição.

Esse sentimento, inclusive, foi fundamental para a formação do grupo bicampeão brasileiro em 2013 e 2014. No final de 2012, a diretoria do Cruzeiro fez uma reformulação para ter chances, na temporada seguinte, de brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

O objetivo era vencer a Copa do Brasil ou ficar entre os quatro primeiros colocados da Série A para garantir presença no torneio continental.

O sucesso veio mais rápido que o esperado. O time celeste sobrou nos Brasileiros de 2013 e 2014, repetindo um feito que, fora do eixo Rio-São Paulo, tinha sido alcançado apenas pelo Internacional, de Falcão, em 1975 e 1976.

O problema é que a ambição em levantar a taça da Libertadores novamente acabou sendo ofuscada com as eliminações para San Lorenzo e River Plate, respectivamente, nas quartas de final nos dois últimos anos.

Em 2016, o Cruzeiro não disputará a competição continental, mas quer fazer de 2013 um modelo para voltar à Copa Libertadores e, enfim, conquistar novamente a América, duas décadas depois do seu último título.

Histórico

O Cruzeiro, que conquistou a Copa Libertadores em 1976 e 1997, ainda não venceu o torneio em seu novo formato, adotado a partir da edição de 2000.

Neste século, o Cruzeiro só não disputou mais a competição do que o São Paulo, o que foi decisivo para a liderança do ranking entre os brasileiros. O time celeste participou das edições de 2001, 2004, 2008, 2009, 2010, 2011, 2014 e 2015.

Em 2009, a Raposa chegou à decisão, mas acabou perdendo o título para o Estudiantes, com uma derrota de 2 a 1, de virada, no Mineirão.

Na conquista de 1976, o Brasil foi representado, além do Cruzeiro, pelo Internacional. Naquela edição, 20 equipes foram divididas em cinco grupos, com o primeiro de cada chave indo às semifinais, quando se juntaram com o Independiente, campeão da edição do ano anterior.

Divididos em dois grupos de três times, apenas os primeiros classificaram-se para a final.

Segunda era

Em 1997, foi a vez de Cruzeiro e Grêmio, campeões da Copa do Brasil e do Brasileiro, respectivamente, representarem o Brasil na Libertadores. Assim como em 1976, 20 times foram divididos em cinco grupos de quatro equipes cada.

Os três primeiros colocados de cada chave, mais o River Plate, campeão da edição anterior, se classificaram para as oitavas de final, quando a competição passou a ser disputada no sistema de ida e volta até a final.

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