(Carlos Roberto/Arquivo HD)
A condição de melhor brasileiro no ranking da Copa Libertadores, divulgado na última segunda-feira pela Conmebol, é fruto de uma verdadeira obsessão que o Cruzeiro carrega: se tornar o primeiro clube brasileiro tricampeão da América com uma conquista em cada era da competição.
Esse sentimento, inclusive, foi fundamental para a formação do grupo bicampeão brasileiro em 2013 e 2014. No final de 2012, a diretoria do Cruzeiro fez uma reformulação para ter chances, na temporada seguinte, de brigar por uma vaga na Copa Libertadores.
O objetivo era vencer a Copa do Brasil ou ficar entre os quatro primeiros colocados da Série A para garantir presença no torneio continental.
O sucesso veio mais rápido que o esperado. O time celeste sobrou nos Brasileiros de 2013 e 2014, repetindo um feito que, fora do eixo Rio-São Paulo, tinha sido alcançado apenas pelo Internacional, de Falcão, em 1975 e 1976.
O problema é que a ambição em levantar a taça da Libertadores novamente acabou sendo ofuscada com as eliminações para San Lorenzo e River Plate, respectivamente, nas quartas de final nos dois últimos anos.
Em 2016, o Cruzeiro não disputará a competição continental, mas quer fazer de 2013 um modelo para voltar à Copa Libertadores e, enfim, conquistar novamente a América, duas décadas depois do seu último título.
Histórico
O Cruzeiro, que conquistou a Copa Libertadores em 1976 e 1997, ainda não venceu o torneio em seu novo formato, adotado a partir da edição de 2000.
Neste século, o Cruzeiro só não disputou mais a competição do que o São Paulo, o que foi decisivo para a liderança do ranking entre os brasileiros. O time celeste participou das edições de 2001, 2004, 2008, 2009, 2010, 2011, 2014 e 2015.
Em 2009, a Raposa chegou à decisão, mas acabou perdendo o título para o Estudiantes, com uma derrota de 2 a 1, de virada, no Mineirão.
Na conquista de 1976, o Brasil foi representado, além do Cruzeiro, pelo Internacional. Naquela edição, 20 equipes foram divididas em cinco grupos, com o primeiro de cada chave indo às semifinais, quando se juntaram com o Independiente, campeão da edição do ano anterior.
Divididos em dois grupos de três times, apenas os primeiros classificaram-se para a final.
Segunda era
Em 1997, foi a vez de Cruzeiro e Grêmio, campeões da Copa do Brasil e do Brasileiro, respectivamente, representarem o Brasil na Libertadores. Assim como em 1976, 20 times foram divididos em cinco grupos de quatro equipes cada.
Os três primeiros colocados de cada chave, mais o River Plate, campeão da edição anterior, se classificaram para as oitavas de final, quando a competição passou a ser disputada no sistema de ida e volta até a final.