Com 100% contra os chilenos, Dunga não se apega ao retrospecto

Alexandre Simões – Hoje em Dia
07/10/2015 às 17:32.
Atualizado em 17/11/2021 às 01:58

O Chile não vence o Brasil há 15 anos e Dunga já dirigiu a Seleção sete vezes contra os chilenos e tem 100% de aproveitamento. O retrospecto seria quase uma senteça para o confronto entre as duas equipes, nesta quinta-feira (8), a partir das 20h30, no Estádio Nacional, em Santiago, pela primeira rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Mas a realidade é bem diferente, pois o momento dos donos da casa, atuais campões da América, é superior.

Perguntado sobre o que representa para ele ter vencido o último confronto contra o Chile pelas Eliminatórias, em Santiago, por 3 a 0, o treinador deu pouca importância à façanha alcançada na briga por uma vaga na Copa da África do Sul.

“Naquela época era difícil, mas hoje, as equipes sul-americanas têm jogadores com mais experiência e qualidade. O Brasil mudou muito seus jogadores, mas as outras seleções seguem com 70, 80% dos mesmos elencos. Isso é uma vantagem. Temos também jogadores de qualidade, mas os adversários contam com atletas que já jogaram duas, três Eliminatórias e Copas América”, analisa Dunga.

O treinador destacou ainda a importância dos jogadores na conquista de resultados, e descartou o favoritismo pelo excelente histórico diante dos chilenos.

“Eles também nos conhecem bem. Todo treinador estuda adversário, discute esquema, sistema, mas quem decide é o jogador. Na hora do jogo, eles precisam colocar em prática a forma que o treinador preparou para a equipe jogar. Vai depender de a gente conseguir encaixar aquilo que treinamos antes das partidas”, avalia Dunga.

O treinador se mostrou ainda descontente com o regulamento das Eliminatórias, que só permite o treino de reconhecimento do gramado com os jogadores usando tênis, para que não se estrague o gramado. Por isso, o Brasil não trabalhou nesta quarta-feira (6) no Estádio Nacional, local do confronto.

“Não é o ideal, pois com jogadores de tênis é complicado, campo molhado, pode escorregar, sofrer uma lesão. Por isso, não optamos pelo trabalho de reconhecimento”, revela o treinador.

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