Cartola contou com Itair Machado e Sérgio Nonato no comando do clube entre 2018 e 2019, ano do rebaixamento; processo criminal contra o trio foi arquivado
(Vinicius Silva)
O arquivamento do processo criminal contra os ex-dirigentes do Cruzeiro Wagner Pires de Sá, Itair Machado e Sérgio Nonato, após decisão é da 7ª Vara Criminal da Comarca de BH, gerou discussões e insatisfações por parte dos torcedores. Conforme o Hoje em Dia mostrou, eles eram acusados de crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica enquanto estavam à frente do clube, entre 2018 e 2019. A administração conturbada do trio culminou no rebaixamento do time. Relembre como foi.
Wagner Pires assume em 2018 e mira grandes conquistas
No início de 2018, o Cruzeiro viveu uma fase de promessas e transformações, com Wagner Pires de Sá assumindo a presidência e Itair Machado, sendo indicado ao cargo de vice-presidente de futebol. Em pouco tempo, o ex-cartola do Ipatinga já tinha forte influência.
O objetivo era claro: revitalizar o clube com investimentos expressivos e novas contratações. O time conquistou a Copa do Brasil e no ano seguinte o Campeonato Mineiro de 2019, justamente em cima do maior rival, o Atlético. Entretanto, a gestão ficou marcada pela queda de rendimento do time, saídas de atletas e trocas de treinadores. Em dezembro daquele ano veio o inédito rebaixamento para a Série B.
Durante 2018 e 2019, o Cruzeiro fez uma série de aquisições. Veja as principais
2018
2019
A administração de Itair Machado também foi marcada pela venda de jogadores-chave, apesar das promessas de manter a base intacta. Os principais negócios incluíram:
Confiante na equipe, Wágner Pires dizia que a Raposa seria tricampeã da Libertadores e campeã do mundo após a conquista da Copa do Brasil de 2018 e do Campeonato Mineiro de 2019. Em tom de brincadeira colocava um óculos escuro, que ele apelidou de "óculos futurista" para cravar as futuras conquistas. Mas o que aconteceu foi exatamente o oposto do que o dirigente sonhou.
A gestão, apesar dos investimentos, enfrentou uma série de problemas administrativos e financeiros. As irregularidades e as denúncias de falsos contratos, atraso de pagamentos, saída de jogadores que acabaram divulgadas em um programa de grande audiência, culminaram em uma crise interna, levando à demissão de Itair Machado, ao afastamento de Sérgio Nonato e à renúncia de Wagner Pires de Sá.
A situação se agravou com hostilizações públicas. Sérgio Nonato foi hostilizado por torcedores em um bar, Itair Machado teve o carro apedrejado e Wagner também foi alvo de ofensas em vários pontos de Belo Horizonte. A situação se repetiu por diversas vezes. Mas, ao longo dos anos, acabaram esquecidos.
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