(Juan Mabromata e Eitan Abramovich/AFP)
O começo das duas principais estrelas do futebol atual no Mundial da Rússia não poderia ser mais diferente.
Atual Bola de Ouro da France Football e tricampeão da Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo mostrou ontem, diante do Marrocos, que não está disposto a ficar “apenas” na exibição de gala que valeu o empate na estreia contra a Espanha. Logo aos 4 minutos de jogo em Moscou, CR7 balançou as redes pela quarta vez na Copa.
Com um elenco de coadjuvantes talentosos que não conseguem mostrar o futebol esperado, o atacante do Funchal, que se tornou o europeu com maior número de tentos por sua seleção (85, batendo Ferenc Puskàs, vem carregando nas costas a equipe lusa em gramados russos.
Algo que Lionel Messi não conseguiu fazer diante da valente Islândia, mas que será fundamental hoje às 15h (de Brasília), em Nizhny-Novgorod, quando a Argentina encara a Croácia, em seu segundo jogo pelo Grupo D. Nova igualdade ou derrota pode transformar o sonho do título em drama digno de tango.
E não dá para dizer que “La Pulga” fugiu do jogo diante dos islandeses. Longe disso, ele foi o jogador do Mundial que mais tentou o gol na primeira rodada: 11 vezes. Por outro lado, diante da forte defesa viking, teve espaço para apenas uma assistência.
Mas um companheiro de Barcelona que estará hoje do outro lado do campo já deixou claro o que os croatas pretendem fazer. “Não podemos deixar que ele goste do jogo. É uma seleção fortíssima mas, se atuarmos com atenção, podemos pará-los”, destaca o volante Ivan Rakitic.
E quem possa esperar que o técnico Jorge Sampaoli tente tirar a pressão de seu astro pode se surpreender com os comentários do “professor”, quando questionado sobre uma eventual comparação com Maradona.
“Como Diego em seu tempo, Lio (Messi) é um prócer. Não há na Argentina quem não tenha uma camisa 10 dele, como todos tivemos de Maradona. Lógico que ele é um jogador decisivo para nós”. Para não deixar dúvidas, os dicionários registram que prócer é “indivíduo importante, influente, cuja opinião é acatada; chefe, líder, magnata”.
Offshore
Por outro lado, o camisa 10 se viu justamente nessa semana novamente ligado a suspeitas de irregularidades em suas movimentações financeiras.
Autoridades panamenhas, segundo a imprensa espanhola, confirmaram que a offshore Mega Star Enterprises, que pertenceria à família Messi, não estaria inativa, como os representantes do jogador argumentaram quando do surgimento dos Panama Papers (o vazamento de docmentos comprovando a propriedade de empresas de fachada no paraíso fiscal centro-americano.