(Bruno Haddad/Cruzeiro)
O governo de Minas oficializa na próxima segunda-feira (22) a paralisação das competições esportivas no Estado. A impressão é de que América e Cruzeiro se anteciparam e já decretaram a Onda Roxa no futebol neste domingo (21), no péssimo clássico que disputaram no Independência pela quinta rodada do Módulo I. Menos mal para os americanos, que fizeram 1 a 0, seguiram na vice-liderança e ainda tiraram os cruzeirenses do G-4.
A partida foi tão ruim, que até o único gol, marcado pelo zagueiro Joseph, que atuou improvisado como lateral-direito, foi irregular.
Aos 34 minutos do primeiro tempo, Marcelo Toscano chutou, a bola desviou em Ramon e sobrou para Joseph, que estava impedido no momento da finalização do companheiro.
De toda forma, a bola, que entrou meio sem querer na rede de Fábio, fez até justiça não ao melhor, pois a falta de qualidade impede esse tipo de definição, mas ao menos pior num confronto para ser esquecido.
Lição
O esquecimento tem de ser apenas do jogo, como “espetáculo”. O péssimo rendimento dos dois lados precisa ser encarado como um grande aviso para os objetivos que cada um carrega na temporada.
O América está longe de ter um time que possa brigar pela permanência na Série A, ainda mais sem o zagueiro Messias e o atacante Ademir, que nem jogaram ontem porque estão se transferindo para Ceará e Palmeiras, respectivamente.
No caso do Cruzeiro, que repete a Série B no ano do seu centenário, está evidente que o início de trabalho de Felipe Conceição é desastroso.
O time não evolui, mas muito pelo contrário, com o passar do tempo, piora. E deixa cada vez mais no torcedor a impressão de que a equipe de 2020 era melhor. E isso é um desastre.
Desastrosa também foi a cobrança de um pênalti por Léo Passos, no último lance do jogo, com Fábio errando o canto, e ele, o gol. Um 2 a 0 seria muito para um jogo tão ruim.