A corrida política pela vaga de presidente do Palmeiras a partir do ano que vem já começou, e o pré-candidato Paulo Nobre é um dos favoritos para comandar o clube em 2013 e 2014. Se ganhar, o empresário sabe que terá de mudar um pouco seu estilo de vida. Vai deixar as corridas de rali, uma de suas paixões, de lado, e terá também de tomar cuidado para não repetir algumas atitudes cometidas por Arnaldo Tirone, como, por exemplo, ter ido à praia no dia seguinte ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
"Quando você vira um político, tem de conter muito a sua emoção de torcedor", afirmou Nobre. "Eu nunca vou deixar de ser torcedor, mas como presidente a sua manifestação tem de ser de uma maneira diferente, a atitude e o que é falado tem de ser muito bem pensado", completou.
Para o empresário, Tirone errou feio ao ter visitado à praia do Rio logo depois do rebaixamento. "Eu não teria ido. O homem público tem de entender que, enquanto for público, ele tem um holofote em cima dele. Claro que tem direito a vida particular, hobbies, mas tem de entender que as pessoas vão estar sempre olhando e comentando", destacou Nobre, que em seguida enumerou as consequências que essa viagem "fora de hora" teve para o atual mandatário palmeirense.
"Ir à praia é um direito do presidente do Palmeiras. Ir a praia após o rebaixamento tem duas coisas: 1) vira matéria jocosa para com o clube e ele não tem o direito de fazer isso. 2) enquanto o torcedor está chorando a queda, passa a impressão de que o presidente não esta nem aí. Claro que está sofrendo, mas a impressão é que ele está dando um relax na praia. Quer dar uma relaxada, vai na piscina da sua casa. Não pode expor o clube de jeito nenhum", completou o dirigente.
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