Promotor abre investigação sobre conflitos entre Galoucura e Máfia Azul e promete rigor

Alexandre Simões
@oalexsimoes
01/05/2020 às 17:50.
Atualizado em 27/10/2021 às 03:24
 (Reprodução/Vídeo de WhatsApp)

(Reprodução/Vídeo de WhatsApp)

Os seguidos episódios de violência envolvendo as duas principais torcidas organizadas de Atlético e Cruzeiro, num período em que Belo Horizonte vive tempos de isolamento social, pode render punições a Galoucura e Máfia Azul. Quem garante é o promotor Paulo de Tarso Morais Filho, da Defesa do Consumidor.

O episódio da noite da última quinta-feira (30) e início desta sexta-feira (1), quando atleticanos tentaram invadir a sede dos cruzeirenses, na rua Timbiras, no Barro Preto, Região Centro-Sul da capital, gerou um Boletim de Ocorrência pela Polícia Militar (PM), que prendeu cinco torcedores do Atlético.Reprodução/Vídeo de WhatsApp

Tentativa de invasão à sede da Máfia Azul foi gravada pelos próprios torcedores atleticanos na noite da última quinta-feira

“Encaminhei solicitação de diligências imediatas por parte da Polícia Civil que possibilitem a identificação dos envolvidos, para fins criminais (buscar imagens de câmeras de segurança próximas ao local). Tão logo feito isso, serão tomadas providências administrativas, como possível banimento temporário de torcidas, caso reste demonstração o envolvimento de organizadas”, afirma Paulo de Tarso.

A Máfia Azul já está proibida de ter qualquer tipo de material nos jogos do Cruzeiro em todo o ano de 2020, por causa das brigas com a Pavilhão Independente, também uma organizada cruzeirense, no segundo semestre do ano passado. A Galoucura também já cumpriu punição nesta temporada, mas estava liberada a levar materiais a jogos quando aconteceu a parada do futebol por causa do novo coronavírus.

Episódios

Há relatos de tentativas de invasões da sede rival dos dois lados neste período de isolamento social. Até então, os fatos eram relatados em redes sociais e grupos de WhatsApp. Mas a ação da última quinta-feira teve a ação da PM, que foi acionada por moradores do Barro Preto, recebendo a informação de que cerca de 20 atleticanos estavam atacando a sede da Máfia Azul, na rua Timbiras, em frente à sede administrativa do Cruzeiro, utilizando rojões, pedras e bastões de madeira.

Viaturas da PM foram deslocadas para a ocorrência. Uma delas localizou um veículo Palio prata, fugindo do local de ataque. Eles foram perseguidos e interceptados durante a operação para cerco e bloqueio na rua Padre Eustáquio, no bairro Carlos Prates, na região Noroeste da cidade.

As cinco pessoas que estavam no carro confessaram que participaram no ataque à sede da Máfia Azul, que seria em retaliação a uma investida da torcida rival em data anterior.

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