Reinaldo vende seu "estadinho" para não acabar com um sonho

Alberto Ribeiro - Hoje em Dia
30/10/2013 às 08:09.
Atualizado em 20/11/2021 às 13:45
 (Lucas Prates)

(Lucas Prates)

Logo após vencer a batalha com as drogas, Reinaldo José de Lima, ou simplesmente o Rei, como é chamado pela torcida atleticana, da qual é o maior ídolo, voltou ao mundo da bola realizando um projeto pessoal. Em 1991, fundou o Belo Horizonte Futebol e Cultura.

Depois de duas décadas, o sonho do Rei começou a ganhar contornos de pesadelo. Sem apoio financeiro e num meio que exige cada vez mais investimentos, o clube deixou as competições promovidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF).
Agora, para tentar voltar à ativa, a saída é vender o Estádio do Rei, localizado às margens da BR-040, num dos vários condomínios existentes na região.

Quem passa em frente ao estadinho, vê como maior destaque da fachada, de tinta desbotada e com o nome do clube já apagado pelo tempo, uma enorme faixa com a palavra “Compre”.

“É uma área muito valorizada e como a gente não tem patrocínio, resolvemos levar esse projeto para outro lugar. Não tenho a intenção de terminar com isso”, revelou ontem, por telefone, Reinaldo.

Com 15 mil metros quadrados, o terreno foi avaliado em R$ 9 milhões.

Reinaldo garante que o dinheiro será usado para reativar o Belo Horizonte Futebol e Cultura.

Segundo o Departamento Técnico da FMF, o clube ainda está inscrito na entidade, mas está inativo há três temporadas.
Além da formação de jogadores, Reinaldo apostou no futebol profissional.

Em 2000, o BH Futebol e Cultura chegou até a segunda fase da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, que corresponde à Terceirona.

No ano seguinte, a equipe chegou até às semifinais, mas perdeu os dois jogos e o acesso para o Paraisense.
“Disputamos partidas oficiais”, conta Reinaldo, lembrando do tempo em que sonhava em ver o seu clube disputando a Primeira Divisão estadual.

Enquanto não encontra um comprador para o terreno, Reinaldo, que mora ao lado do estadinho, convive com o abandono do local.

O mato tomou conta do campo de jogo. As arquibancadas estão quase destruídas. Nem de longe, o local lembra o projeto de se proporcionar atividades para crianças e revelar talentos para o futebol. “Está abandonado aí há um tempão”, garante um segurança do condomínio. 

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