Presidente dos EUA divulgou nesta quarta-feira (2) que produtos brasileiros serão sobretaxados em 10%
O aço brasileiro, especialmente o semiacabado, é amplamente exportado para os EUA, sendo um elo complementar à cadeia produtiva americana (Divulgação / Usiminas)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2), um pacote de tarifas sobre produtos importados. O Brasil está entre os países afetados pelo "tarifaço global", com taxa linear de 10%. Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), embora o anúncio "represente uma sinalização de endurecimento nas políticas comerciais americanas", a decisão "também pode representar uma vantagem competitiva para o Brasil frente aos demais países e, eventualmente, uma oportunidade para a indústria nacional".
A Fiemg ressaltou que é preciso entender se os produtos já taxados anteriormente pelo governo americano em 25%, como é o caso do aço, do alumínio e do setor automotivo, serão atingidos ou não pela nova taxação.
A entidade destacou que entre os setores da economia brasileira e da indústria mineira que devem ser afetados pela medida estão:
Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40,4 bilhões (12% das exportações) e importou US$ 40,7 bilhões (15,5% das importações) dos Estados Unidos. Com estes resultados, o saldo comercial com o país norte-americano foi praticamente nulo. No entanto, o superávit americano em relação ao Brasil foi acumulado em US$ 165,4 bilhões entre os anos de 2015 a 2024.
Em nota enviada ao Hoje em Dia, a Federação reiterou a confiança na diplomacia comercial e no papel ativo do Brasil em buscar soluções negociadas, capazes de preservar empregos, investimentos e o equilíbrio da balança comercial, preservando as relações comerciais estratégicas entre os dois países.
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