SÃO PAULO - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou nesta quinta-feira (3) a retirada de todo seu corpo diplomático na Líbia após o ataque ao consulado em Benghazi, no leste do país, na noite de quarta-feira. Nenhum integrante da delegação ficou ferido. Em nota, a Chancelaria russa afirmou que os diplomatas e seus familiares estão sendo enviados para a vizinha Tunísia, de onde partirão para Moscou. A decisão foi tomada após o chanceler da Líbia, Mohammed Abdelaziz, dizer que não podia garantir a segurança dos funcionários russos. Pouco depois, Abdelaziz concedeu uma entrevista negando que tenha recomendado a saída dos russos. Ele afirmou que pediu ao embaixador em Trípoli que deixasse o prédio da embaixada e passasse a noite em um hotel ou em outro local seguro. O ataque ocorreu após rumores de que um oficial do Exército líbio havia sido morto por uma ucraniana com cidadania russa. As circunstâncias da morte não são claras. Enquanto alguns investigadores dizem que ele foi morto por seu envolvimento no regime de Muammar Gaddafi (1969-2011), enquanto outros sustentam tese de crime passional. Alguns manifestantes tentaram invadir a representação e destruíram um veículo que estava estacionado em frente ao prédio, além de outros danos materiais. Nesta quinta, o governo líbio disse que dois manifestantes morreram.