O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu nesta quarta-feira que a prefeitura atue em "várias frentes" para aumentar a capacidade de investimento do município. Haddad, que se reuniu com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, se encontraria ainda com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e depois com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Haddad disse que "é fundamental" a aprovação de um projeto de lei que está no Congresso que altera o indexador das dívidas municipais com a União. Ele disse que atualmente a dívida de São Paulo está em R$ 50 bilhões. Ele reclamou que a taxa de juros paga é alta, de 17% ao ano. O prefeito espera que a proposta seja aprovada no primeiro semestre. Mas admitiu também que a mudança do indexador não resolveria "num passe de mágica" a capacidade de investimentos do município. "Não estamos trabalhando apenas com a troca do indexador", afirmou.
O prefeito disse que uma das frentes de recursos a buscar envolve o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele informou que atualmente não há recursos do PAC para as áreas de saúde e educação na cidade de São Paulo. Haddad destacou, ainda, que a capital paulista recebe de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 60% e 70% em relação à prefeitura do Rio de Janeiro.
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