Milhares de sindicalistas assistem a ato contra governo argentino

AFP
10/10/2012 às 19:37.
Atualizado em 22/11/2021 às 01:59

BUENOS AIRES - Milhares de sindicalistas, militantes de esquerda e peronistas dissidentes participaram esta quarta-feira (10) de um ato na histórica Praça de Maio, em frente à Casa Rosada (sede do governo), onde expressaram duras críticas à política social da presidente argentina, Cristina Kirchner.

Os representantes sindicais, reunidos em um setor da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), que reúne funcionários estatais, entre outros e, apoiados por sindicatos da dividida central sindical CGT, se mobilizaram rumo ao histórico passeio pedindo a redução do imposto sobre o trabalho, enquanto líderes do protesto não descartaram convocar uma greve nacional, constataram jornalistas da AFP.

"Há uma só CGT e uma só CTA", afirmou no discurso central o líder do movimento, Pablo Micheli, que qualificou os outros setores sindicais de "caguetes" do governo de Cristina Kirchner.

"O único caminho é a mobilização e a greve", reiterou Micheli, líder deste setor da CTA, acompanhado de deputados opositores e outros dirigentes sindicais no palanque, instalado nos fundos da sede do Executivo.

Os sindicalistas críticos reivindicam que se reduza a alíquota do imposto sobre os lucros, que afeta quase um milhão de funcionários e o aumento dos benefícios familiares.

O sindicalismo argentino atravessa uma profunda divisão entre setores contrários à política social e econômica do governo, como os que se mobilizaram esta quarta-feira e que estão concentrados em um setor da CTA e da CGT, liderada por Hugo Moyano, um ex-aliado estratégico de Kirchner e líder do influente sindicato dos caminhoneiros.

Do outro lado, em apoio ao governo se reúne outro setor da CTA e da central sindical CGT, que concentra sindicatos industriais como o dos metalúrgicos e dos mecânicos, cujos novos líderes foram recebidos na noite de terça-feira por Kirchner na Casa Rosada.


 

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