O policial civil Lúcio Lírio Leal, um dos acusados de assassinar o jornalista Rodrigo Neto, será julgado na próxima quinta-feira (28), em Ipatinga, Região do Vale do Aço. Alessandro Neves Augusto, o "Pitote", também apontado como autor do crime, será julgado posteriormente. Os dois estão presos desde maio de 2013. O homicídio ocorreu em 8 de março de 2013. O investigador da Polícia Civil e "Pitote" são suspeitos de integrar um grupo de extermínio, o que ainda está sendo apurado. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), Alessandro estava na garupa de uma moto pilotada por uma pessoa não identificada quando surpreendeu o jornalista e disparou várias vezes, atingindo-o na cabeça, no tórax e nas costas. Os acusados também tentaram acertar outro homem, que estava com o repórter quando ele foi alvejado e conseguiu escapar. O itinerário de fuga teria sido traçado pelo investigador, que passou pelo local, minutos antes, viu o jornalista e o companheiro e avisou o comparsa de sua presença e posição. A motivação do crime, ainda de acordo com o MP, foram denúncias feitas por Rodrigo em emissora de rádio, contra crimes que ficaram impunes no Vale do Aço. Já a razão para a tentativa de homicídio seria silenciar a pessoa que presenciou o assassinato. Entenda o caso O jornalista Rodrigo Neto foi executado a tiros quando estava em um bar do bairro Canaã, em Ipatinga, no Vale do Aço, em março do ano passado O repórter era especializado na cobertura de notícias policiais e durante sua carreira denunciou diversos crimes, inclusive envolvendo policiais militares e civis. Segundo a Polícia Militar, ele saía de um churrasquinho na avenida Selim José de Sales, quando dois homens chegaram em uma motocicleta escura e atiraram em sua direção. A vítima chegou a ser socorrida com vida, mas morreu a caminho do Hospital Márcio Cunha.