Barral havia assumido a função no Executivo municipal em abril do ano passado
Alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (3), o secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, foi exonerado após a prefeitura aceitar o pedido feito por ele, que é investigado por suposto desvio de recursos públicos. O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia pedido o afastamento do servidor.
“Ato do prefeito - Exonera, a pedido, Bruno Oitaven Barral, BM-320.908-1, do cargo em comissão de Secretário Municipal, da chefia da Secretaria Municipal de Educação, nos termos do inciso II, art. 62 da Lei nº 7.169/96, a partir da data de publicação”, informa o comunicado da prefeitura.
Barral havia assumido a função no Executivo municipal em abril do ano passado. Nesta quinta, ele teve o nome associado à terceira fase da “Operação Overclean”, deflagrada pela PF e a Controladoria-Geral da União.
A operação visa desarticular um esquema de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares e convênios. De acordo com a CGU, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas em diversos estados.
Na manhã desta quinta, o prefeito Álvaro Damião disse que o processo está relacionado a atos da Prefeitura de Salvador (BA), sem qualquer relação com a capital. No entanto, destacou que não iria "passar a mão na cabeça de secretário".