Em nove dias, Minas já registra mais incêndios do que todo mês de julho

Thaís Mota - Hoje em Dia
09/08/2013 às 16:56.
Atualizado em 20/11/2021 às 20:50

Nos primeiros nove dias de agosto foram registrados mais incêndios do que todo o mês de julho no estado de Minas Gerais. Até esta sexta-feira (9), 147 queimadas atingiram unidades de conservação estaduais e federais e o entorno destas áreas conforme boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad). Já em julho, foram 114 incêndios florestais no Estado.    Segundo o diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Semad, Rodrigo Bueno Belo, a área mais afetada até agora foi a reserva ambiental do Parque Serra Verde, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A unidade de conservação foi atingida por dois incêndios nos últimos dias. "A área destruída não é muito grande, mas como o parque é muito pequeno, o impacto da destruição é maior", afirmou.   Entretanto, Rodrigo Bueno faz uma ressalva de que, nesta época do ano, é comum a elevação do número de incêndios em Minas e os dados deste ano estão, inclusive, abaixo do registrado em 2012. De acordo com o especialista, entre janeiro e junho do ano passado 2.150 hectares de áreas de conservação e entorno foram queimados. Já no mesmo período deste ano foram 960 hectares destruídos, ou seja, uma redução de 65%.   Entre as principais causas para o aumento dos focos de calor e incêndios neste período está a estiagem prolongada e a baixa umidade relativa do ar. "Esta é uma época bastante crítica e que tem início geralmente a partir do mês de março ou abril. No entanto, esse ano foi um pouco diferente porque tivemos chuvas bem espaçadas até junho, o que prolongou o início da fase crítica", explicou.   Segundo o meteorologista do Centro de Climatologia Tempo Clima/PUC Minas, Heriberto dos Anjos, nesta sexta-feira já são 65 dias sem chuva em Belo Horizonte e parte da Região Metropolitana. Além disso, a umidade do ar atingiu o nível mais baixo do ano na capital mineira no dia 1º de agosto. O índice atingiu 18% na região da Pampulha, o que já é considerado estado de atenção pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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