Empresa de turismo diz que havia vendido ônibus de acidente com mineiros no Rio ao motorista

Bruno Inácio
28/10/2019 às 20:24.
Atualizado em 05/09/2021 às 22:26
 (PRF/Divulgação)

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O ônibus com turistas mineiros que se envolveu em um acidente na Serra de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, não pertencia mais à Cotatur, empresa que está identificada nas laterais do coletivo. A agência deu a informação nesta segunda-feira (28), confirmada pela Polícia Civil do Rio, que investiga o caso.

Segundo a polícia fluminense, as causas do acidente ainda são incertas e estão sendo apuradas desde o domingo (27). Apesar de Mário José de Assis, condutor do ônibus, ter morrido no acidente, a corporação diz que conseguiu confirmar a informação de que ele seria o dono do coletivo através de comprovações documentais da Colatur.

Ao total, 55 pessoas ficaram feridas e duas morreram. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias (RJ), para onde os feridos foram levados, 40 já retornaram a Belo Horizonte e sete estão internados no Hospital Adão Pereira Nunes, um deles em estado grave.PRF/Divulgação

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ônibus atravessou a pista e colidiu com outro coletivo e um barranco

A viagem era uma excursão de passageiros de Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete, na região Central, para Copacabana, na capital fluminense. Pelo menos 15 pessoas eram de uma mesma família de Conselheiro Lafaiete. A estudante Tamires Nascimento, de 26 anos, uma das vítimas mortas no acidente, fazia parte deste grupo.

Imprudência

Passageiros do veículo disseram ao Hoje em Dia que, antes do acidente, já perceberam que o motorista seguia em alta velocidade, desrespeitando curvas e placas de cautela na via. O auxiliar de carga Charleson Oliveira, diz que pouco antes da batida, o coletivo quase se chocou com uma mureta.

“Estava sendo imprudente, andando em alta velocidade desde lá de cima, na curva perdeu o freio, quase bateu na mureta, depois bateu no ônibus e aí sim ele colidiu contra a mureta. Estrago feio mesmo. Ele bateu no outro ônibus que estava do nosso lado direito, bateu na mureta, nisso eu segurei no banco da frente, pra mim não machucar, só que o banco arrancou com a pancada e eu voei lá pra frente igual a papel (sic)”, contou.

Já Cristiano Tuller, 19 anos, diz que cerca de duas horas antes da batida, o ônibus quase bateu em um caminhão-pipa. A prima dele está internada, em Duque de Caxias, em estado grave.

“Por volta de 5h, 5h30, estava todo mundo dormindo, o ônibus deu o primeiro vacilo. Ele virou e quase bateu em um caminhão-pipa. Aí ficou todo mundo acordado, alerta. Quando a gente desceu a serra, ele perdeu totalmente o freio. Foi na hora que ele esbarrou no outro ônibus e todo mundo foi pra frente. O motorista faleceu e uma das minhas primas está entre a vida e a morte no hospital”, lamentou.

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