Três empresas do setor de autopeças de Belo Horizonte foram alvo da operação “Recall”, deflagrada nesta quinta-feira (11). O objetivo da ação foi desmantelar um amplo esquema de sonegação fiscal. Além da capital, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro estabelecimentos de São Paulo. A sonegação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), segundo cálculos da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), é estimada em R$ 1,3 bilhão. A operação foi feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), SEF, polícias Civil e Militar, Receita Estadual e Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo o MPMG, as fraudes consistem em vendas sem documentação fiscal e naquelas realizadas com nota, mas com valores inferiores ao real. Essa última prática é conhecida como subfaturamento. Para controlar as transações realizadas, as empresas fornecedoras – indústrias de São Paulo – disponibilizam programas/aplicativos que permitem aos clientes – revendedores e lojas varejistas – optar pela compra “sem nota” ou com “nota fiscal com valores subfaturados”. Os pagamentos relativos à negociação paralela eram feitos em contas diversas, geralmente pertencentes a empresas intermediárias. As investigações tiveram início há cerca de dois anos, a partir de informações e documentos apreendidos com um contribuinte mineiro atuante no setor. Por meio de auditoria fiscal, cruzamento de dados e uso de tecnologia de auditoria digital, foi possível identificar as irregularidades e mapear a extensão da fraude. (*Com informações do MPMG)