Foram mobilizados 206 profissionais de 12 instituições
Fiscalização em posto de combustíveis durante a Operação Apate, que interditou bombas e identificou irregularidades em Minas (Tiago Ciccarini / Sejusp)
Uma força-tarefa interditou cinco postos de combustíveis e pelo menos 38 bombas de gasolina, etanol e diesel, durante a terceira fase da Operação Apate, realizada nesta semana em Minas. A ação também resultou em 78 autos de infração.
As informações foram divulgadas pelo Governo de Minas nesta quinta-feira (28), mesmo dia em que houve uma série de operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro oriundo de facções do narcotráfico no país.
No caso da operação Apate, pelo menos 200 testes de qualidade de combustíveis foram realizados. Os trabalhos foram coordenados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), que vistoriou 45 postos de 11 cidades, como Belo Horizonte, Contagem e Betim.
Foram mobilizados 206 profissionais de 12 instituições, com foco na qualidade dos combustíveis, na regularidade dos estabelecimentos e na segurança das instalações e dos consumidores.
De acordo com a Sejusp, o objetivo é coibir práticas ilícitas, evitar fraudes ao consumidor e assegurar o cumprimento da lei. “A segurança do estado e a confiança da população estão em primeiro lugar, e seguiremos firmes nessa missão”, afirmou.
O Corpo de Bombeiros apontou 70 irregularidades em sistemas de segurança e lavrou 48 boletins de ocorrência. Já a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Procon-MG ficaram responsáveis pelos testes de pureza, densidade e regularidade dos combustíveis.
O Instituto de Metrologia e Qualidade de Minas Gerais (Ipem) verificou se o volume registrado nas bombas correspondia ao volume entregue, além de inspecionar mangueiras, painéis e bicos.
Além da Sejusp e dos Bombeiros, participaram da operação a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG), a Polícia Militar (PM), a Polícia Civil (PC), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Fórum dos Procons Mineiros e a Prefeitura de Belo Horizonte.
Denúncias de irregularidades podem ser feitas ao Centro de Relações com o Consumidor da ANP, ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelo Disque Denúncia.
*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca, com informações da Agência Minas
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