Por trabalhar em uma loja suja, escura, mofada e com goteiras, uma empregada vai receber uma idenização de R$ 2,5 mil. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pelo Tribunal Regional do Trabalho em Minas Gerais (TRT-MG).
Conforme o TRT, o estabelecimento, que fica em Belo Horizonte, ainda servia de abrigo para escorpiões e baratas. A mulher, então, procurou a Justiça para denunciar, entre outras coisas, que a empresa descuida dos extintores de incêndio e disponibiliza um único banheiro para funcionários de ambos os sexos. A denúncia foi negada pela empresa.
Porém, a versão não convenceu a juíza Luciana de Carvalho Rodrigues. Relatos de testemunhas confirmaram que as fotos apresentadas pela funcionária foram tiradas no local de trabalho dela, e que as condições de higiene eram mesmo precárias, com baratas e escorpiões no local. O único banheiro também era dividido com os clientes e as refeições dos trabalhadores eram feitas no estoque.
A magistrada ressaltou que é dever do empregador zelar por condições dignas de trabalho, garantindo um ambiente saudável apara os funcionários, assim como preservar a dignidade da pessoa. A empresa tentou entrar com um recurso, mas ele não foi reconhecido porque as guias foram apresentadas em cópias não autenticadas, de modo que o Tribunal entendeu que não houve prova do pagamento dos custos do recurso.