(EUGÊNIO MORAES/HOJE EM DIA)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou neste domingo (15) que a multa de R$ 250 milhões aplicada à mineradora Samarco, responsável pelas barragens que ruíram e devastaram o distrito de Bento Rodrigues e região, será aplicada para o desenvolvimento de projetos ambientais com o objetivo de reestruturar a área afetada. O instituto classificou o acidente como o maior do Brasil na área de mineração.
A presidente do Ibama, Marilene Ramos, visitou moradores de Bento Rodrigues e Paracatu no hotel onde eles estão alojados, em Mariana, na tarde deste domingo, quando explicou a destinação da multa. "Vamos fazer de tudo para trazer o dinheiro para aplicar aqui, na região afetada". Entre os projetos para promover a recuperação ambiental que deverão ser realizados, estão obras como de saneamento, coleta e tratamento de esgoto.
"O Rio Doce está completamente destruído e poluído. Vamos garantir recursos para os danos ambientais. Esse é o maior desastre do Brasil e um dos maiores do mundo na área de mineração", afirmou a presidente do Ibama. Marilene também se encontrou com o prefeito de Mariana, Duarte Junior, e representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Chico Mendes.
O gestor da cidade mais afetada pelo desastre disse que poderá ser assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a mineradora não recorra da penalidade. Em contrapartida, a Samarco teria desconto de 40% sobre o valor - o que resultaria em uma dedução de R$ 100 milhões. Nos próximos dias, o Ibama e a Advocacia-Geral da União (AGU) planejam ajuizar uma Ação civil pública para reparação dos danos ambientais.
Atualizada às 17:34