Polícia também diz não ter elementos que indiquem mentira ou má-fé por parte da mulher
Delegadas Larissa Mascotte, responsável pela investigação, e Juliana Califf, chefe da Divisão Especializada em Atendimento à Mulher em BH (Maurício Vieira / Hoje em Dia)
A Polícia Civil não localizou provas concretas de que um policial militar tenha estuprado uma diarista durante uma faxina feita pela mulher na loja de roupas do suspeito, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A informação foi repassada pela instituição durante coletiva nesta quarta-feira (2).
“Fizemos laudos de exame de corpo de delito, analisamos imagens de circuito de segurança do local dos fatos, ouvimos diversas testemunhas e no decorrer das investigações, o depoimento dela de que a relação sexual teria sido praticada mediante grave ameaça e violência, esse fato não foi confirmado pelas provas que foram produzidas”. afirmou a delegada Larissa Mascotte, da Delegacia Especialista de Combate à Violência Sexual.
O caso ganhou repercussão após a mulher relatar que teria sido violentada pelo militar. Em algumas oportunidades ela chegou a dar detalhes de como teria sido obrigada a ter relações sexuais com o homem. Apesar de as ameaças não terem sido comprovadas, a polícia não consegue afirmar que a mulher tenha mentido.
“Não ficou comprovado que a vítima tenha agido de má fé ou tenha mentido. Essa não foi a conclusão que nós chegamos por esse inquérito. O que ficou comprovado é que não foi possível comprovar que tenha tido elementos que corroborassem a versão da vítima de que houve violência ou grave ameaça”.
Com isso, o suspeito não será indiciado, já que nenhum crime foi constatado. Mas o caso ainda será analisado pelo Ministério Público. “O inquérito foi remetido à Justiça e agora segue para análise do Ministério Público, que irá decidir se vai promover a denúncia, mesmo com não indiciamento por parte da Polícia Civil, ou se irá arquivar”, completou Larissa.
Uma diarista de 22 anos registrou um Boletim de Ocorrência (BO) de estupro contra um policial militar, de 33. De acordo com o documento, o caso teria ocorrido na última quarta-feira (26), durante uma faxina.
No relato, a mulher contou que foi chamada pelo homem para fazer uma faxina, serviço que já havia feito em dezembro do ano passado. No local, relatou que o policial a olhava constantemente e bebia algo que se parecia com uísque. E que o militar chegou a “passar” a mão nas nádegas dela.