(Sisema/Divulgação)
A exuberância e riqueza da biodiversidade do Parque Estadual do Ibitipoca colocam a unidade de conservação no topo da busca dos turistas e pesquisadores que visitam Minas Gerais. Segundo dados do Governo do Estado, em 2014 houve aumento de 16% no número de visitantes: 71.210 pessoas foram ao local no ano passado, ante 61.241 em 2013. O parque, destino preferido por amantes da natureza, fica em uma área de 1.488 hectares na Serra do Ibitipoca, entre os municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca, região da Zona da Mata. A unidade é divisora das águas das bacias dos rios Grande e Paraíba do Sul e possui vegetação formada por mata atlântica, campos rupestres com afloramentos rochosos e matas ciliares ao longo dos cursos d'água. A beleza do local foi o motivo que levou o biólogo e universitário Fernando dos Santos Caetano, de 32 anos, até o parque. "Diferentemente da maioria dos demais parques, Ibitipoca é privilegiado naturalmente com o fato de que suas atrações ecoturísticas encontram-se próximas entre si. Esta característica torna o acesso ao parque democrático: não é necessário estar em excelente forma física para desfrutar desta unidade de conservação", declarou. Infraestrutura Para receber os turistas, o Ibitipoca possui portaria, estacionamento, área de camping, restaurante, centros de visitantes e alojamentos destinados a pesquisadores e funcionários. Em 2013, o parque foi reconhecido pelo site de viagens Trip Advisor como o terceiro melhor da América do Sul. No ano passado, o Guia Quatro Rodas apontou o local como um dos 50 melhores destinos de ecoturismo do Brasil. "O Parque Estadual do Ibitipoca é com certeza um dos melhores parques do Estado. Conta com uma ótima infraestrutura e vários atrativos naturais muito bem preservados, divididos em três passeios. Não é um parque muito grande, com isso em três ou quatro dias dá pra conhecer todo o parque", elogiou Gustavo Ramos, músico e turismólogo de 32 anos, Atração São mais de 30 atrativos turísticos oferecidos para quem procura o destino. A Ponte de Pedra, a Janela do Céu, a Gruta dos Três Arcos e o Pico do Pião são alguns das opções, que abriga ainda grutas, praias, cachoeiras, picos, cachoeiras e piscinas naturais formadas pelos rios do Salto e Vermelho e o córrego do Monjolinho. O pico da Lambada, também conhecido como Ibitipoca, com 1.784 metros de altitude, oferece uma vista panorâmica da região. A fauna é rica, com a presença de dezenas de espécies ameaçadas de extinção, como a onça parda, o lobo guará e o primata guigó. Além disso, diversas espécies da flora são encontradas no Ibitipoca. Os ecossistemas são objetos constantes de estudos. Atualmente, 33 pesquisas estão em curso na unidade. Para visitar o local é necessário entrar em contato com a administração do parque pelo e-mail peibitipoca@meioambiente.mg.gov.br ou pelo telefone (32) 3281-110. É cobrada uma taxa de R$ 10,00 por pessoa em dias úteis e R$ 20,00 nos finais de semana e feriados. Atualmente o número de visitantes está limitado a 1.200 por dia. Na área de camping, está autorizada a permanência de no máximo quarenta barracas e é cobrado diária de R$ 40 por barraca. O Parque não faz reservas para a área de camping, sendo que a ocupação é feita por ordem de chegada. Para o produtor de eventos Daniel Rui, de 33, o baixo custo é uma das vantagens de visitar a unidade."É o parque ecológico melhor estruturado que já fui. Preço justo para entrar e na lanchonete, área de camping com boa estrutura de banheiros, trilhas com sinalização legal, lixeiras e vontade corrimão. Além de um belo visual, curti muito ver pessoas da melhor idade sem preparo físico curtindo o lugar", elogiou Confira um mapa com a rota para o parque saindo da capital mineira: