(Dirceu Aurélio)
O Prédio Verde, localizado na rua Gonçalves Dias, na praça da Liberdade, está sendo restaurado por 20 presos, homens e mulheres, que cumprem pena no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto e Casa do Albergado Presidente João Pessoa, ambos em Belo Horizonte. Após a conclusão das obra, passará a funcionar no local a Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais. Ainda resta terminar a pintura, revisão da infraestrutura elétrica, recuperação do piso, retorno das escultural originais, adequação às normas do Corpo de Bombeiros e do Ateliê de Restauro.
A ação é parte de uma parceria do Governo do Estado, por meio do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e da Secretaria de Administração Prisional (Seap) com a Coral, Casa & Tinta, o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Minas Gerais (Sicepot) o Grupo Orguel.
Antes dos trabalhos no Prédio Verde, os presos atuaram na pintura das fachadas do Museu Mineiro e do Arquivo Público Mineiro, na Avenida João Pinheiro. Para isso, eles participaram de um curso de capacitação profissional de 90 horas, ministrado pela equipe da Diretoria de Promoção do Iepha-MG, visando a Educação Profissional e Tecnológica. No curso, eles aprenderam técnicas de restauração, de preservação de fachada, técnicas de pintura e noções de segurança do trabalho.
Conhecer os prédios e o acervo do Circuito Cultural também fez parte do programa do curso. “Passei a entender a importância do nosso patrimônio histórico e cultural. Jamais teria visitado tudo isto se não tivesse feito a capacitação”, conta, orgulhoso, Ademir Fernandes Vieira, 48 anos.
As mulheres marcam presença nos trabalhos de pintura, já vislumbrando o retorno ao Circuito Cultural acompanhadas dos parentes. É o caso da Luiza Aparecida Sobrinho, 45 anos, mãe de três filhos e avó de um neto. “Vou ter a maior alegria de voltar aqui (Prédio Verde) com minha família, para mostrar o que eu fiz. Tenho certeza que esta experiência de trabalho e o curso vão me ajudar a conseguir emprego, quando terminar de cumprir minha pena”, reflete Luiza.
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