Homenagem foi feita no Dia da Consciência Negra
Retrato de Aleijadinho ganha lugar de honra no Palácio da Liberdade (Léo Bicalho/ Secult)
O retrato de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, patrono das Artes no Brasil e maior expoente da arte barroca nas Américas, ganhou um lugar de honra no Palácio da Liberdade, na Sala dos Grandes de Minas. No Dia da Consciência Negra, comemorado na quarta-feira (20), o retrato foi colocado ao lado de referências como Santos Dumont, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e Tiradentes.
De acordo com o Governo de Minas, é a primeira vez que um negro foi homenageado com tal distinção, reafirmando a importância de Aleijadinho na construção da identidade cultural e artística do Brasil e das Américas.
A obra, figura oficial reconhecida de Aleijadinho pela Lei nº 5.984, de 1972, é um óleo sobre tela de Euclásio Penna Ventura, produzida no século 19.
A solenidade contou com apresentação do Coral Vozes de Campanhã, do Quilombo de Justinópolis, em Ribeirão das Neves.
Aleijadinho nasceu em Ouro Preto, em 1738, filho de uma escravizada e de um mestre de obras português. Apesar das adversidades de sua época e de uma grave doença que lhe deformou o corpo, Aleijadinho transformou a dor em arte, criando um legado que transcende séculos. Ele fundou a primeira escola de arte barroca das Américas no século 18, desafiando preconceitos e abrindo caminhos para artistas e artesãos negros.
A obra-prima "Doze Profetas de Congonhas" integra o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1985.
*Com informações da Agência Minas
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