Servidores em greve deixam acampamento e fazem passeata no Centro de BH

Hoje em Dia
20/05/2014 às 11:58.
Atualizado em 18/11/2021 às 02:39
 (Samuel Costa/Hoje em Dia)

(Samuel Costa/Hoje em Dia)

Em greve há 14 dias, os servidores da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiram manter os braços cruzados. A decisão de manter a paralisação foi tomada no fim da manhã desta terça-feira (20), durante assembleia realizada em frente a sede da PBH. Ainda durante o encontro, a categoria decidiu deixar o acampamento que havia sido feito na avenida Afonso Pena por um tempo.   Após a assembleia, os grevistas seguiram em passeata até a Praça 7, no coração da cidade. O Sindicato dos Servidores Públicos de Belo Horizonte (Sindibel) informou que cerca de três mil pessoas participam do ato. Já o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) estima que 700 pessoas estão concentradas no local.   O trânsito, conforme o BPTran, ainda não está prejudicado já que foi realizado um desvio pela rua da Bahia. Uma nova assembleia da categoria foi agendada para a próxima sexta-feira (23), às 9 horas, também na porta da prefeitura.   Afonso Pena   Durante a assembleia, os servidores ocuparam todas as faixas da avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras, descumprindo, assim, uma determinação da Justiça para que os funcionários da PBH ocupassem apenas uma das pistas das ruas e avenidas de BH.    Contudo, o Sinbibel garantiu que a liminar refere-se apenas a passeata e não assembleia. O sindicato informou que irá aguardar a analise do juiz. Caso seja multado, o Sindibel poderá ter que pagar multa de até R$ 15 mil.  

Centenas de pessoas se concentram na avenida Afonso Pena (Foto: Samuel Costa/Hoje em Dia)   Reivindicações   Os servidores municipais de BH estão em greve desde a última quarta-feira (7). Eles reivindicam reajuste salarial de 15%; aumento do vale-alimentação para R$ 28; realização de concurso público; fim da terceirização de serviços na prefeitura; entre outros pontos. Ao todo, são 15 reivindicações entregues à PBH no dia 19 de março, data de lançamento da campanha salarial dos trabalhadores.   No último dia 14, a PBH manteve a proposta de 5,56% e um acréscimo de 5,88% no vale-alimentação, ambos a partir de outubro. O Sindibel rejeitou a proposta e apresentou uma contraproposta, dividindo o reajuste em três vezes. A Prefeitura também comunicou aos representantes dos servidores municipais que vai iniciar a regularização do pagamento das férias-prêmio.   Com o reajuste salarial proposto, a PBH garantiu que irá gastará cerca de R$ 150 milhões a mais com despesas de pessoal em 2015, valor que representa cerca de um terço do que irá investir neste ano em obras, com recursos próprios.   Atualizada às 16h29.  

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