Polícia continua investigações que podem determinar as causas que levaram ao acidente com 41 mortes em Teófilo Otoni
Prisão aconteceu um mês após o acidente (Corpo de Bombeiros)
As investigações sobre as causas do gravíssimo acidente na BR-116, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, ainda não encontraram evidências de que o pneu do ônibus tenha estourado, provocando a tragédia que terminou com a morte de 41 pessoas. Além do coletivo, uma carreta bitrem e um carro de passeio se envolveram na batida. Mesmo sem o indício, a hipótese não foi descartada pela Polícia Civil (PC).
Ainda não há prazo para a conclusão do inquérito, conforme a instituição informou nesta quinta-feira (26). Segundo o perito criminal Felipe Dapieve, a destruição ocorrida após o desastre - os veículos pegaram fogo após a colisão - dificulta os trabalhos. “Ainda não foram encontrados vestígios no sentido do pneu ter estourado, mas não podemos descartar essa hipótese ainda. Até pelo alto estado de destruição dos veículos”.
Também é apurada a outra versão, de que a carreta estava com excesso de peso e um grande bloco de granito se soltou, caindo na pista para, em seguida, ser atingida pelo ônibus. “Não tem conclusão da investigação ainda, mas tem linhas que estão sendo analisadas. A carga do caminhão é uma das investigações, temos indícios que nos levam a acreditar no sobrepeso, mas só a conclusão do inquérito vai nos dar total certeza das causas”.
Para ajudar nas investigações, peritos da PC de BH foram a Teófilo Otoni com um scanner 3D. A tecnologia permitirá uma reprodução virtual detalhada da cena do acidente.
A tragédia ocorreu no último sábado (21). A batida envolveu o ônibus que transportava 45 pessoas, uma carreta bitrem e um carro. O motorista do veículo de carga fugiu, mas se entregou à polícia na segunda-feira (23). Ele foi ouvido e liberado.
Até o momento, 16 corpos foram identificados pela Polícia Civil. Treze pro meio de exames papiloscópicos (de digitais) e os outros três por odontologia legal. Os outros ainda estão em análise. “Estamos coletando DNA para confronto com o material genético de familiares”, acrescentou o perito. Às famílias, 14 corpos foram entregues.
Os parentes das vítimas podem comparecer a qualquer delegacia da Polícia Civil do país para a coleta de material genético.