Vários vídeos com gravações de policiais militares sendo agredidos por parte dos mais de 100 mil manifestantes que entrou em confronto com integrantes da corporação foram divulgados na noite deste sábado (22). Os vídeos foram postados no canal do Governo de Minas no YouTube (www.agenciaminasmultimidia.com.br). Nas gravações, é possível ver o momento em que alguns participantes do ato jogam pedras, pedaços de madeiras, bombas caseiras e outros objetos na direção dos policiais. O confronto começou depois que, mais uma vez, parte dos protestantes tentou furar o bloqueio policial. Com a agressão, mais de 10 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes. Dois dos feridos, homens, caíram de viadutos das avenidas Antônio Carlos e Antônio Abrahão Caram. Inicialmente, a polícia não revidou à agressão. Mas, em sequência, os policiais lançaram muitas bombas de gás lacrimogêneo na direção da multidão, que se dividiu em vários grupos e correu para sentidos diferentes. Ao mesmo tempo, os participantes do ato jogaram mais pedras, além de foguetes e objetos diversos contra os policiais. Alguns artefatos foram lançados de cima de um helicóptero. No meio da confusão, uma parte dos manifestantes seguiu a passeata pela avenida Santa Rosa, que era um trajeto permitido e que também dava acesso ao estádio do Mineirão. Em contrapartida, o restante insistiu em subir a avenida Antônio Abrahão Caram e o confronto continuou. Muitas pessoas passaram mal e precisaram ser amparadas por colegas de movimento. Ao ser questionado sobre como o confronto começou, o tenente-coronel Alberto Luiz afirmou à reportagem do Hoje em Dia que todos os policiais agiram em legítima defesa. "Fomos atingidos até por um artefato feito de metal e chumbo. Isso é pior que bala de borracha", disse o tenente-coronel. Até o momentos desta publicação, a assessoria de imprensa da PM ainda não tinha um balanço referente ao número de presos e feridos durante o ato.