(Vigilância Sanitária / Divulgação)
Quatro pessoas foram presas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, suspeitas de integrar uma quadrilha que comandava uma rede de prostituição e que mantinha travestis e transexuais em cárcere privado. As vítimas eram exploradas financeiramente por meio de ameaças e violência.
As prisões são resultado da sexta fase da Operação Libertas, destinada a investigar as condições de trabalho das vítimas e a identificar possível ocorrência de escravidão e tráfico de pessoas.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) também focaram, nesta terça-feira (15), no resgate às vítimas em 10 imóveis em Uberlândia e em Criciúma, em Santa Catarina.
Em um dos endereços no Triângulo, a polícia e os promotores constataram que as travestis e transexuais eram obrigadas a morar em ambientes insalubres e em colchões mofados.
As geladeiras eram mantidas trancadas com cadeados e as vítimas eram obrigadas a comprar alimentos nesses locais.
De acordo com a investigação, elas eram obrigadas a trabalhar se prostituindo sob ameaça e violência para pagar as dívidas. Um cenário que, para os investigadores, configura trabalho análogo à escravidão. As vítimas foram acolhidas e encaminhadas para hotéis da cidades.
O grupo resgatado terá direito ao seguro desemprego especial em três parcelas de um salário mínimo. Os empregadores, que já foram identificados, terão que pagar as verbas salariais e recisões.
Os principais crimes investigados são associação criminosa, exploração sexual, manutenção de casa de prostitiução, roubo, lesão corporal, homicídio, constragimento ilegal, porte de arma e tráfico humano.
Fase anterior
Na 5ª fase da Operação Libertas, deflagrada no dia 15 de fevereiro, nove endereços foram identificados como locais usados para manter a situação análoga à escravidão de travestis e transexuais na cidade.
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