Na última coluna abordamos um pouco das conexões entre o esporte, a educação e a saúde. Para esta oportunidade, exploraremos as relações entre as políticas públicas de esporte e a economia, e seu impacto significativo na geração de empregos. Estas conexões são fundamentais não apenas para os profissionais envolvidos, mas também para a sociedade como um todo.
Um dos principais benefícios do esporte à sociedade é a geração de empregos em sua indústria. Só o futebol, principal modalidade do Brasil, é responsável por 300 mil empregos diretos e indiretos por ano, e ainda possui mais de 60 profissões em seu universo. Para o Estado, o fomento na capacitação destas profissões, e o auxílio na promoção de eventos esportivos, se faz fundamental. Para isso a construção, instalação, organização e também transmissão dos esportes, podem criar importantes oportunidades de emprego. Tornar o ambiente atrativo para a promoção de maiores eventos, é um primeiro grande desafio.
O esporte também pode ser um importante fator de desenvolvimento regional. Instalações esportivas podem atrair investimentos e turistas para determinada região, gerando receita e impulsionando o comércio local. Prova disso, é o Parque da NBA construído em Gramado/RS. Claro que, neste ponto, trata-se de um investimento privado, mas em que o Poder Público pode ser um articulador do mesmo. Ao mesmo tempo que esta articulação é importante, é preciso critério e
planejamento no investimento direto em determinadas instalações esportivas exageradas, evitando assim desperdício de recursos públicos e endividamento do Estado. Atenção e cuidado com os elefantes brancos se faz essencial.
Portanto, um trabalho adequado no desenvolvimento das políticas públicas de esportes pode ser uma alavanca à economia em cinco diferentes eixos:
1. Instalações esportivas: geração de empregos diretos, desde a construção civil até à administração das mesmas.
2. Organização e atração de eventos esportivos, gerando oportunidades desde ao envolvimento direto do evento (logística, segurança, marketing, comunicação) até indireto através de uma economia criativa, ou seja, comercialização de produtos e serviços como arte, design, música, turismo cultural, gastronomia, entre outros.
3. Desenvolvimento industrial e tecnológico de bens e serviços, como: equipamentos e vestuários, tecnologia de ponta para análise de dados, entre outros.
4. Educação e treinamento esportivo: a formação de profissionais para atuar na área esportiva, como treinadores, gestores, preparadores físicos, analistas, entre outros, pode gerar empregos nas instituições de ensino e nas entidades
de prática desportiva;
5. Turismo esportivo: envolve viagens para participar ou assistir aos eventos esportivos, gerando movimentações nos setores de hotelaria, transporte e alimentação.
Para que o esporte possa se conectar ainda mais na economia, é importante políticas traçadas de forma estratégica e planejada, levando em consideração as demandas do mercado, as necessidades da população e a capacidade financeira do poder público, estimulando sempre um ambiente propício para o investimento privado no esporte.