Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

A guerra lá longe

Publicado em 24/12/2024 às 06:00.

Bashar al-Assad, presidente, ou ex, da Síria, declarou peremptoriamente que não planejara fuga. De todo modo, está agora aparentemente tranquilo em Moscou, graças à intervenção de Putin que decidiu hospedá-lo e com a qual mantinha relações amistosas e bem definidas ao longo de todo o período de sua ditadura. Como ficará, então, o complexo xadrez de interesses? Só o tempo dirá, porque há interesses imensos em jogo naquele pedaço do mundo. Fotos mostram Bashar e Putin em conversa na capital da nação com maior extensão geográfica do planeta.

O que não aconteceu, infelizmente, é o término da “Operação Especial” da Rússia contra a Ucrânia, conflito que caminha para o terceiro ano, sem perspectiva de solução, embora o presidente dos Estados Unidos, a empossar-se em janeiro, diga que pretende intermediar a pacificação. Vamos conferir.

O jornalista e escritor, Prof. Aylê-Salassié Quintão, faz uma síntese da situação, agora como Consultor da Catalytica Empreendimentos e Inovações Sociais. 

“A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, já resultou em mais de um milhão de mortos, feridos e desaparecidos (Wall Street Journal:17.9.2024). Até setembro, a Rússia  teria perdido 300 mil combatentes contra 130 mil combatentes da Ucrânia. Dois milhões  de russos fugiram do país; 12 milhões de ucranianos emigraram. Milhões de famílias perderam seus lares e milhares de crianças tornaram-se órfãos. Grandes obras públicas e  parte dos campos usados para produção de alimentos estão sendo destruídos. A fome já é vislumbrada. 

Não existem estatísticas precisas, nem da ONU (ACNUR). Começam, entretanto, a surgir os primeiros relatos reais sobre a guerra, frutos da cobertura de jornalistas correspondentes ,  das agências de notícias, da grande imprensa internacional e dos estrategistas militares europeus e norte-americanos. (...)

No caso dos  coreanos do Norte, a participação deles  na guerra com a Ucrânia resultaria  de um acordo para a venda de equipamentos e o suprimento de contingentes militares  para os russos. (...)

Atacada por todos os lados, e vendo seus territórios ocupados, lavouras destruídas, a  Ucrânia terminou por conseguir autorização dos Estados Unidos para usar os chamados mísseis "storm shadow", de longo alcance e precisão milimétrica que transportam grandes quantidades de explosivos. Foi uma resposta aos bombardeios de  Kiev, a capital ucraniana”. 
Fiquemos de olho: a China reivindica parte do seu território tomado pelos Russos em conflitos anteriores. E, então?

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