Pois é, chegamos a mais um 7 de setembro, para comemorar a Independência brasileira, num dia que já vai longe no tempo, mas data que o povo deste país haverá de festejar, porque não a verá esquecida. Já são mais de duzentos anos que Pedro I desembainhou sua espada em São Paulo, onde presentemente se acha o Museu do Ipiranga, hoje integrada à maior cidade do hemisfério Sul do continente.
A gente aprende isso quando criança, no curso primário, com o objetivo de jamais esquecer e para o que o espírito do Grito da Independência seja rumo e destino de um povo que hora soma milhões de pessoas que se exultam de ser brasileiros.
Desta vez, o dia não caiu em meio de semana. Não haverá feriado ou o longo descanso por milhões desejado. Pelo contrário, será a hora mais voltada para o projeto sempre inacabado de uma nação igualitária e poderosa para servir a todos que aqui nasceram ou absorvidos por sonhos e projetos de desenvolvimento e felicidade geral.
Chegamos ao ponto a que chegamos, o que exigiu muito sangue, suor e lágrimas, como Churchill se referiu no Reino Unido da II Grande Guerra. Não há vitória sem luta. Antes do setembro de 1822, milhares de brasileiros se rebelaram no Maranhão contra os desmandos da Coroa portuguesa. Em 1720, houve o sacrifício de Felipe dos Santos em Minas, seguido pelo sacrifício de Tiradentes e dos inconfidentes, em 1792; na Bahia, tentou-se a República Bahiense em restantes regiões do país.
A Independência não foi um presente, gratuito. Custou muito aos brasileiros, que têm o dever de honrar os históricos antecessores, procurando responder aos anseios e reivindicações centenariamente formuladas. Neste período que totaliza mais de dois centênios, o Brasil cresceu, evoluiu, transformou-se na mais poderosa nação da América Latina. Mas a guerra continua porque novos anseios, demandas e projetos entraram no âmbito dos sonhos e nos anos 2000, além dos que os antecederam. Há muito a construir em épocas vindouras.
Não podemos deixar-nos subjugar pela inércia e pela perfídia dos maus que aqui nasceram, da gente e da terra só querem proveito.
Temos de trabalhar unidos pelo bem da pátria!