Em Contagem, presidente relaciona ex-mandatário a tentativa de golpe, caminhão-bomba e plano de assassinato contra autoridades brasileiras
Lula discursa em Contagem, onde acusou Eduardo Bolsonaro de traição e criticou tentativa de interferência internacional nos processos contra Jair Bolsonaro (Maurício Vieira/Hoje em Dia)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a elevar o tom contra Jair Bolsonaro (PL) e o filho dele, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), durante discurso nesta sexta-feira (29), em Contagem, na Grande BH. Novamente, Lula acusou os Estados Unidos de tentarem interferir em processos da Justiça brasileira e disse que o deputado traiu o país ao buscar apoio internacional contra o governo.
Segundo Lula, a pressão norte-americana envolve o andamento das investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista afirmou que não se trata de perseguição política, mas das consequências de atos cometidos pelo ex-presidente. “Não somos nós que estamos processando o ex-presidente. É a bobagem que ele fez que está resultando no processo contra ele por denúncias e delações do próprio pessoal dele”, destacou.
O presidente também relembrou episódios que estão na mira da Justiça, como o 8 de janeiro, o suposto plano para matar autoridades brasileiras e o caminhão-bomba preparado para explodir o aeroporto de Brasília. Nesse contexto, criticou duramente Eduardo Bolsonaro.
“A gente não pode aceitar que um deputado federal, como o filho dele, que ficava enrolado na bandeira brasileira para dizer que era patriota, agora está enrolado na bandeira americana denunciando o Brasil”.
Lula reforçou as declarações do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que chamou Eduardo Bolsonaro de traidor. “Esse cidadão é para ser gravado como o maior traidor da história desse país. Esse cara está traindo o povo brasileiro”, disse.
Ao final, o presidente falou diretamente a empresários e trabalhadores, pedindo calma diante da tensão comercial com os Estados Unidos. “Fiquem tranquilos porque nós sabemos o que estamos fazendo”, garantiu.
Em seguida, usou uma metáfora para reforçar a disposição do governo em defender os interesses brasileiros: “Nós damos um boi para não entrar em uma briga, mas se necessário nós damos uma boiada para não sair dessa briga. Nós vamos brigar do jeito que a lei manda”.
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