Decisão é do Supremo Tribunal Federal; Bruno Barral é um dos alvos de operação da PF
Bruno Barral, secretário de Educação de BH, foi afastado do cargo (Reprodução / Instagram Bruno Barral)
* Matéria atualizada às 12h47 com o posicionamento da PBH
O secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, foi afastado por suspeita de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos públicos. O afastamento ocorreu por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da terceira fase de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União.
Barral assumiu a função no Executivo municipal em abril do ano passado.
A Operação Overclean da PF visa desarticular um esquema de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares e convênios. Esta terceira fase cumpre 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
Há frentes de ações nas cidades de Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. De acordo com a CGU, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
Em entrevista nesta quinta-feira, o prefeito Álvaro Damião esclareceu que o processo está relacionado a atos da Prefeitura de Salvador (BA), sem qualquer relação com a capital.
Bruno Barral assumiu o cargo em abril do ano passado (Reprodução / Instagram Bruno Barral)