PSDB reage e cria superbloco contra Pimentel na ALMG

Raul Mariano - Hoje em Dia
01/11/2014 às 07:29.
Atualizado em 18/11/2021 às 04:51

Em um contra-ataque à investida do PT para atrair partidos da atual base governista na Assembleia Legislativa, o PSDB trabalha, nos bastidores, para que o PPS, PSB, PV e SD fundam-se. Com isso, o bloco da base do governador eleito, Fernando Pimentel (PT), enfrentará um bloco oposicionista de 28 deputados estaduais. Hoje, a coligação do petista conta com 26 parlamentares. Outros 23 se dizem independentes.

Um bloco parlamentar com os partidos já está sendo formado no Congresso Nacional e a expectativa é que, em seis meses, a fusão seja efetivada. Nos bastidores, a negociação teve como protagonistas parlamentares de Minas Gerais. A ideia é dificultar a vida de Pimentel e também da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT). O governador eleito de Minas é um dos nomes cotados para suceder Dilma no pleito presidencial de 2018 caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não o faça.

O deputado federal e presidente do PSB mineiro, Júlio Delgado, admite a intenção do partido de promover a fusão e acredita que a medida é o caminho mais lógico para que questões como a reforma política ganhem força.

Para a deputada estadual e presidente do PPS em Minas Gerais, Luzia Ferreira, há muitos pontos em comum na identidade dos partidos, o que impulsiona a aproximação. “Hoje há uma fragmentação partidária muito grande. O objetivo é fazer um agrupamento de forças. Isso gera mais transparência e facilita que a sociedade enxergue de forma mais clara o partido”, comenta.

Em Minas Gerais, o PPS elegeu três deputados estaduais, o PSB mais três, e o PV quatro. Somados aos 17 deputados estaduais eleitos pelo PSDB, DEM, PP e PTB, a oposição conta com 28 parlamentares.
Já os eleitos pelo PT, PMDB, PROS e PRB somam 26 parlamentares e deixam a base do novo governo estadual menor do que a futura oposição na Assembleia Legislativa.

Independentes

Por isso, petistas aliados a Pimentel buscam os ditos independentes. Eles pertencem a legendas como o PSC e o PTC. Como o número de oposicionistas é maior que o de situacionistas, os independentes dizem, nos corredores da Assembleia Legislativa, que “o passe é alto”.

“Ser independente pode ser uma saída melhor que ser situação, tendo em vista que podemos votar como quisermos e negociar cada votação”, afirmou um deputado que preferiu não se identificar.

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