(Hyundai/Divulgação)
Apresentada em 2015 como conceito, a picape Santa Cruz é a aposta da Hyundai para ganhar terreno no mercado norte-americano e também no europeu, onde a demanda por esse tipo de utilitário tem crescido nos últimos anos. Nesta edição do Salão de Detroit, executivos da marca sul-coreana garantiram que o modelo será fabricado e terá distribuição global, mas ainda sem data de estreia.
De acordo com o presidente da filial norte-americana, Dave Zuchowsk, em entrevista à publicação australiana “Motoring”, o modelo será fabricado sobre a plataforma da atual geração do Tucson, e reafirma que o modelo adotará estrutura monobloco, e não carroceria sobre chassi.
Na versão conceitual, a picape surge com cabina estendia e porta suicida, muito comum nas chamadas “crew cab” nos Estados Unidos (no Brasil, a Ford comercializou uma versão da Ranger nessa configuração). Mas a picape também deverá ter uma versão cabine dupla, fundamental para vender em mercados emergentes como o Sudeste Asiático e o latino, inclusive o Brasil.
Em termos de proporções, a Santa Cruz tem porte intermediário, como a Fiat Toro (que chega ao mercado em fevereiro). O visual robusto deverá ser mantido. No entanto, elementos estéticos, como as enormes rodas e pneus com banda estilizada, deverão dar lugar a modelos convencionais e compostos para uso misto, uma vez que se espera aplicações fora de estrada.
Debaixo da lata
No Salão de Detroit de 2015, a Hyundai anunciou que o conceito teria unidade turbodiesel 2.0 de 190 cv. No entanto, é esperado que os motores atuais da marca também sejam aproveitados nas versões de entrada como o conhecido 2.0 de 178 cv, do Tucson.
Outra opção é o V6 3.3 de 290 cv, que equipa o Santa Fe. Ambos deverão adotar a transmissão automática de seis marchas Shiftronic. Se os planos mantiverem o que foi mostrado em 2015, a Santa Cruz será oferecida com tração integral.