Atacante recebe um jogo de suspensão, enquanto dirigente é afastado por 30 dias após xingar árbitro e invadir espaço do VAR
(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
O Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG) julgou nesta terça-feira (25) os envolvidos do Cruzeiro nas polêmicas do clássico contra o Atlético, válido pela sétima rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro. O atacante Gabigol foi suspenso por um jogo, já cumprido, enquanto o CEO do clube, Alexandre Mattos, recebeu 30 dias de suspensão por invadir a área da arbitragem e proferir xingamentos contra o juiz da partida.
Gabigol foi expulso aos 26 minutos do primeiro tempo após acertar uma cotovelada no rosto do zagueiro atleticano Lyanco. Inicialmente, o árbitro Felipe Fernandes Lima não considerou a ação como passível de expulsão, mas, após revisão do VAR, mostrou o cartão vermelho ao camisa 9. O atacante foi enquadrado no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição para agressões físicas durante o jogo.
Já Alexandre Mattos foi denunciado pela procuradoria do TJD-MG por dois motivos: invadir o espaço destinado à arbitragem durante o intervalo e xingar o juiz da partida. Segundo a súmula do árbitro, o dirigente, “muito exaltado”, teria dito: “Isso é uma vergonha, vocês não apitam mais jogos do Cruzeiro”. Ele foi punido com duas suspensões de 15 dias cada, totalizando um mês afastado das atividades no clube, mas foi absolvido da multa de R$ 5 mil inicialmente prevista.
Além das punições individuais, o próprio Cruzeiro foi multado em R$ 1 mil devido ao arremesso de objetos no gramado durante o confronto. O clube e seus dirigentes ainda podem recorrer das decisões do tribunal desportivo.
Leia mais