(Sind-Ute / Divulgação)
Servidores da rede estadual de ensino de Minas Gerais entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (9). A principal reivindicação da categoria é o cumprimento do piso nacional para todas as carreiras da educação em Minas Gerais. Em janeiro, o governo federal reajustou o piso em 33,24%.
A suspensão das atividades afeta os trabalhadores da educação na rede estadual de ensino, como professores e supervisores. E foi deliberada em assembleia na tarde desta terça (8), em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O governador Romeu Zema apresentou proposta de reajuste de 10,65% que foi rejeitada pela categoria. Atualmente, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o salário pago pelo governo de Minas aos professores é de R$ 2.135,64, ou seja, cerca 80% abaixo do piso nacional.
A categoria também é contrária à proposta de Zema de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Após decidir pela paralisação, os servidores saíram em passeata em direção à Praça Sete.
Rede Municipal
Os professores da rede municipal também decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir do dia 16. A decisão foi tomada, em assembleia, na tarde desta terça-feira (8), na Praça da Estação, na região Central da Capital.
(Sind-Rede / Divulgação)
A categoria reivindica que o reajuste de 33,24% do piso nacional determinado pelo governo Federal seja aplicado aos trabalhadres da educação de Belo Horizonte.
Os professores rejeitaram a proposta da Prefeitura de BH de 11, 7% de reajuste.
“Essa proposta não recompõe as perdas salariais da categoria e contempla apenas uma minoria dos professores que ainda não possuem o ensino superior”, afirma Letícia Coimbra, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE).
O sindicato informa que a paralisação desta terça (8) teve uma adesão de aproximadamente 75% dos servidores da educação na capital.
De acordo com dados do Sind-Rede, BH possui cerca de 15 mil professores e 300 escolas.
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