A QUEDA DO MONSTRO

Última unidade do Nissan GT-R “Godzilla” sai da linha de montagem

Esportivo japonês ficou em linha por quase 18 anos e viu sua potência saltar de 480 cv para 720 cv com as constantes melhorias

Marcelo Jabulas
@mjabulas
Publicado em 27/08/2025 às 20:15.
 (Foto: Nissan/Divulgação)

(Foto: Nissan/Divulgação)

Enfim o cadafalso. A Nissan encerrou a fabricação do Nissan GT-R (R35) depois de quase 20 anos em produção. O supercarro japonês era o último remanescente de uma dinastia de esportivos japoneses que surgiu no fim dos anos 1960 e teve seu apogeu nos anos 1990.

O exemplar derradeiro, que deixou a planta de Tochigi (no Japão), foi montado na versão T-Spec Premium Edition. Mas executivos da marca garantem que a aposentadoria do R35 não é um ponto final na trajetória do Godzilla.

Origem e conceito

O Nissan GT-R R35 foi apresentado em 2007, no Salão de Tóquio, como sucessor da linhagem Skyline GT-R, que havia se consolidado no Japão e no mundo desde os anos 1970. Diferentemente de seus antecessores, o R35 deixou de usar a denominação “Skyline” e passou a ser um modelo independente, com desenvolvimento próprio, posicionando-se como o superesportivo de referência da marca.

Seu projeto foi pensado para competir com esportivos europeus de prestígio, como Porsche 911 Turbo, mas com foco em oferecer desempenho similar a um custo inferior. Por isso, ganhou o apelido internacional de “Godzilla”, título herdado das gerações anteriores.

O coração do GT-R R35 é o motor V6 biturbo 3.8 fabricado artesanalmente no Japão por mestres conhecidos como Takumi. Inicialmente, entregava 480 cv, mas ao longo dos anos passou por sucessivas evoluções, alcançando até 600 cv na versão Nismo.

A transmissão é automatizada de dupla embreagem, com seis marchas, associada ao sistema de tração integral, responsável por distribuir a força entre os eixos conforme a necessidade. Esse conjunto garante arrancadas muito rápidas, com aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 3 segundos, variando conforme a versão e atualização.

Depois de quase 20 anos de mercado, o GT-R ainda é um carro capaz de colocar medo em esportivos modernos e eletrificados. Que retorne logo das profundezas como o monstro da ficção.

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