(Eugênio Mores/Arquivo Hoje em Dia)
MARIANA - A tragédia em que a barragem Fundão, da Samarco, se rompeu em Mariana e devastou vilarejos, matou 17 pessoas e deixou outras duas desaparecidas, aconteceu há quase um ano. Mas, só agora, após muitos meses de planejamento e conversas com os moradores será apresentado o primeiro modelo da disposição das moradias e aparelhos públicos no novo distrito de Bento Rodrigues, local mais afetado pelo desastre. A previsão é de isto aconteça nas próximas semanas.
As novas moradias só devem ficar totalmente prontas para serem habitadas em março de 2019. A partir de 2018, no entanto, à medida em que forem concluídas as obras, os locais poderão começar a serem ocupados.
Segundo Álvaro Pereira, líder de programas da Fundação Renova, que tem como missão conduzir os programas de reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas, caso a proposta seja aprovada, o próximo passo será a um projeto de engenharia que ainda vai precisar ser aprovado pelos órgãos ambientais para que, só aí, as construções comecem a ganahr forma.
O rompimento da barragem, além de destruir vilarejos e deixar mortos e desabrigados, gerou uma "tsunami" de lama que percorreu 55 km do Rio Gualaxo do Norte até atingir o Rio do Carmo, no qual percorreu mais 22 km, até chegar ao Rio Doce. Neste último, se arrastou por centenas de quilômetros até chegar ao mar, 16 dias depois, no norte do Espírito Santo. No total, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 663 km de rios foram diretamente impactados.
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